Aumento no volume de tráfego de veículos impõe controle de pontes e viadutos

Aumento no volume de tráfego de veículos impõe controle de pontes e viadutos

O volume mais intenso de tráfego e a circulação de veículos mais pesados causam um grande desgaste nas pontes e viadutos de São Paulo, principalmente nos mais antigos, tornando necessária a inspeção desses equipamentos a cada seis meses ou a cada ano, de acordo com as condições de cada um.

A recomendação é de Roberto Kochen, diretor técnico da GeoCompany – Tecnologia, Engenharia & Meio Ambiente e diretor de infraestrutura do Instituto de Engenharia. Entrevistado por vários meios de comunicação sobre o caso do viaduto da Marginal Pinheiros que cedeu em novembro do ano passado, Kochen explica que a falta de inspeção, de avaliação de segurança e de manutenção adequada são as causas-raiz desse tipo de problema.

De acordo com levantamento do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), das 185 pontes e viadutos da capital paulista, pelo menos 73 apresentam infiltrações, armações metálicas expostas e rachaduras.

Mudança de condições

Roberto Kochen lembra que as pontes e os viadutos mais antigos não foram feitos para as condições de tráfego atuais. Na época em que foram projetados e construídos, boa parte dessas estruturas suportava bem as condições de circulação de veículos. Mas a situação mudou. “O volume diário de tráfego aumentou de 40 anos para cá, chegando a dobrar ou a triplicar em alguns sistemas viários”, explica.

Mudou, também, o peso dos veículos. “Passamos de veículos leves, como um Fusca, para SUVs com mais de 2 tf (toneladas força)”, compara. Para caminhões, a norma foi alterada. Antes, era permitido o tráfego de caminhões com 36 tf. Hoje, esse limite está em 45 tf. “Há relatos de que em vias sem fiscalização há caminhões trafegando com mais de 60 tf”, destaca.

 Problemas diversos

Segundo o diretor técnico da GeoCompany, com o tempo podem ocorrer diversos problemas em pontes e viadutos, como trincas e fissuras, degradação do concreto, deformações excessivas, degradação de juntas estruturais, corrosão de armaduras e cabos. Por isso, tornam-se necessárias avaliações de segurança e manutenção periódicas e rigorosas.

Para uma avaliação mais completa, as inspeções podem incluir tecnologias modernas, como termografia e ultrassom, para detectar patologias não visíveis. “Detectando-se anomalias e problemas antes da ocorrência de acidentes, diversas medidas podem ser tomadas, como reforço com fibras de carbono, protensão externa, troca de aparelhos de apoio e de juntas”, informa.

Editora Conteúdo/Maria Inês Caravaggi

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