{"id":7195,"date":"2018-05-10T17:51:41","date_gmt":"2018-05-10T20:51:41","guid":{"rendered":"https:\/\/abemi.sancho.digital\/comeca-a-operar-a-decima-terceira-plataforma-na-area-do-pre-sal-na-bacia-de-santos\/"},"modified":"2022-11-09T10:26:47","modified_gmt":"2022-11-09T13:26:47","slug":"comeca-a-operar-a-decima-terceira-plataforma-na-area-do-pre-sal-na-bacia-de-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abemi.org.br\/en\/comeca-a-operar-a-decima-terceira-plataforma-na-area-do-pre-sal-na-bacia-de-santos\/","title":{"rendered":"Come\u00e7a a operar a d\u00e9cima terceira plataforma na \u00e1rea do pr\u00e9-sal na Bacia de Santos"},"content":{"rendered":"<p>Com 86 dias de anteced\u00eancia, entrou em opera\u00e7\u00e3o a plataforma P-74, no campo de B\u00fazios, no pr\u00e9-sal da Bacia de Santos, o primeiro campo a operar em regime de cess\u00e3o onerosa. Localizada a 200 km da costa do Estado do Rio de Janeiro, com 2 mil metros de profundidade, a P-74 \u00e9 a d\u00e9cima terceira plataforma em opera\u00e7\u00e3o no pr\u00e9-sal brasileiro, segundo a Ag\u00eancia Petrobras, e uma das oito plataformas previstas para partir este ano, de acordo com a Ag\u00eancia E&amp;P Brasil, que devem ampliar a produ\u00e7\u00e3o brasileira em 1 milh\u00e3o de barris por dia.<\/p>\n<p>Trata-se de uma plataforma do tipo FPSO &#8211; plataforma flutuante que produz, armazena e transfere petr\u00f3leo e g\u00e1s.\u00a0Sua capacidade di\u00e1ria \u00e9 de 150 mil barris de \u00f3leo e de 6,5 milh\u00f5es de m<sup>3<\/sup> de g\u00e1s. A constru\u00e7\u00e3o foi feita pela EBR Estaleiros do Brasil, empresa dedicada \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de projetos de constru\u00e7\u00e3o offshore da TSPI (Toyo Setal Participa\u00e7\u00f5es e Investimentos).<\/p>\n<p>O gerente comercial da EBR, Luiz Felipe White Lima Camargo, explica que o escopo do estaleiro na execu\u00e7\u00e3o do FPSO P-74 incluiu a execu\u00e7\u00e3o da engenharia de detalhamento da planta de processo, fornecimento de materiais e equipamentos, gerenciamento do projeto, constru\u00e7\u00e3o, montagem, integra\u00e7\u00e3o e comissionamento da plataforma.<\/p>\n<p>A planta de processo, 11 m\u00f3dulos, o pipe rack central e o riser pipe rack foram integralmente constru\u00eddos no estaleiro da EBR, localizado na cidade de S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte, no Rio Grande do Sul. Outros cinco m\u00f3dulos foram subcontratados na \u00c1sia, sob gest\u00e3o da EBR. \u201cDo total de 29 mil toneladas da planta de processo, mais de 24 mil foram fabricadas no estaleiro da EBR, atingindo alto n\u00edvel de conte\u00fado local. A P-74 saiu do estaleiro com 60 dias de anteced\u00eancia do prazo contratual e com alt\u00edssimo n\u00edvel de acabamento e qualidade, o que \u00e9 um grande diferencial do trabalho da EBR\u201d, destaca Luiz Felipe.<\/p>\n<p>Segundo ele, essa antecipa\u00e7\u00e3o no cronograma do projeto foi determinante para o primeiro \u00f3leo da P-74 fosse obtido com quase tr\u00eas meses de anteced\u00eancia do prazo contratual exigido pelo cliente. O executivo afirma ainda que o sucesso na conclus\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o da P-74 comprova\u00a0a capacita\u00e7\u00e3o do EBR na execu\u00e7\u00e3o de projetos complexos e coloca o estaleiro entre os principais players do mercado para executar novos projetos offshore no Brasil.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Na reta final<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 o fim do ano, dever\u00e1 ser entregue \u00e0 Petrobras para testes operacionais a <strong>P-76<\/strong>, um navio petroleiro transformado em plataforma, a segunda maior do mundo, que ser\u00e1 instalada no campo de B\u00fazios 3, tamb\u00e9m \u00e1rea do pr\u00e9-sal, com capacidade de produ\u00e7\u00e3o de 150 mil barris por dia.<\/p>\n<p>O projeto ficou a cargo da Techint, que realizou duas etapas relevantes do empreendimento. A primeira foi a constru\u00e7\u00e3o de 15 dos 20 m\u00f3dulos da plataforma em sua unidade no Pontal do Paran\u00e1 (PR). Agora, est\u00e1 realizando a integra\u00e7\u00e3o ao casco dos 20 m\u00f3dulos (sendo dois constru\u00eddos no Brasil por outra empresa e tr\u00eas, de menor complexidade, foram importados).<\/p>\n<p>Em andamento desde 2014 na unidade Pontal do Paran\u00e1, o projeto est\u00e1 na etapa final e envolve diariamente 5 mil trabalhadores, sendo 70% m\u00e3o de obra da regi\u00e3o. \u201c\u00c9 o maior projeto offshore que Pontal do Paran\u00e1 j\u00e1 recebeu\u201d, destaca o presidente da Techint, Ricardo Ourique.<\/p>\n<p>Segundo ele, a empresa desenvolveu a engenharia b\u00e1sica e de detalhamento e foi respons\u00e1vel por toda a compra de materiais e equipamentos, al\u00e9m da montagem eletromec\u00e2nica de todo o topside. Est\u00e1 fazendo agora a convers\u00e3o do casco de um antigo petroleiro para uma plataforma.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante destacar que a constru\u00e7\u00e3o dos m\u00f3dulos foi feita no Brasil, atingindo 71% de conte\u00fado local, mais do que previa o contrato. Conseguimos mostrar com esse projeto que \u00e9 poss\u00edvel fazer conte\u00fado local de alta qualidade no pa\u00eds, com pre\u00e7o competitivo e gerando emprego qualificado\u201d, afirma Ourique.<\/p>\n<p>O presidente da Techint afirma que a empresa \u00e9 uma das poucas no pa\u00eds com estrutura plenamente apta a atender demandas de constru\u00e7\u00e3o de plataformas flutuantes. Ele ressalta que a empresa contribui para a economia da regi\u00e3o onde atua ao priorizar sempre a m\u00e3o de obra local e a cadeia de fornecedores, que souberam aproveitar a oportunidade do empreendimento para se colocarem na atividade das grandes plataformas para o pr\u00e9-sal brasileiro.<\/p>\n<p>Ourique lembra ainda que a empresa participou de obras muito importantes para o pa\u00eds e \u00e9 refer\u00eancia em conte\u00fado local de qualidade em offshore, \u00e1rea em que atua h\u00e1 40 anos. \u201cSem d\u00favida, atualmente o mercado de \u00f3leo e g\u00e1s \u00e9 importante para a empresa. As \u00faltimas rodadas do pr\u00e9-sal foram positivas, o mercado est\u00e1 retomando e estamos confiantes em novos contratos em breve\u201d, acredita.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 cess\u00e3o onerosa<\/strong><\/p>\n<p>A Uni\u00e3o cedeu \u00e0 Petrobras o direito de exercer, por meio de contrata\u00e7\u00e3o direta, atividades de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o em \u00e1reas do pr\u00e9-sal que n\u00e3o est\u00e3o sob o modelo de concess\u00e3o, limitadas ao volume m\u00e1ximo de 5 bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural. O contrato tem 40 anos de validade, prorrog\u00e1veis por mais cinco anos.<\/p>\n<p><strong><em>Editora Conte\u00fado\/Abgail Cardoso<\/em><\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com 86 dias de anteced\u00eancia, entrou em opera\u00e7\u00e3o a plataforma P-74, no campo de B\u00fazios, no pr\u00e9-sal da Bacia de Santos, o primeiro campo a operar em regime de cess\u00e3o onerosa. 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