{"id":7205,"date":"2018-06-14T19:11:30","date_gmt":"2018-06-14T22:11:30","guid":{"rendered":"https:\/\/abemi.sancho.digital\/3200-2\/"},"modified":"2022-11-09T10:26:47","modified_gmt":"2022-11-09T13:26:47","slug":"3200-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abemi.org.br\/en\/3200-2\/","title":{"rendered":"Brasil precisa de pol\u00edtica estruturada e mudan\u00e7a radical no ensino para avan\u00e7ar na Ind\u00fastria 4.0"},"content":{"rendered":"<p>Efervescente nos pa\u00edses desenvolvidos, especialmente na Alemanha e nos Estados Unidos, e nos demais integrantes dos BRICS, o fen\u00f4meno da Ind\u00fastria 4.0, tamb\u00e9m conhecido como a quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, est\u00e1 engatinhando no Brasil. <strong>\u201cJ\u00e1 existem empresas que est\u00e3o inseridas na Ind\u00fastria 4.0, como as \u00e1reas automobil\u00edstica, farmac\u00eautica, cosm\u00e9ticos e agroneg\u00f3cio. Esse movimento, por\u00e9m, ainda n\u00e3o atinge 3% do parque industrial brasileiro\u201d<\/strong>, afirma Marc\u00edlio Pongitori, diretor da Dynamis Automa\u00e7\u00e3o e Cursos, empresa parceira da ABEMI que est\u00e1 ministrando cursos exclusivos para associados.<\/p>\n<p>Segundo Marc\u00edlio, no Brasil a inser\u00e7\u00e3o de empresas do setor de engenharia industrial ocorre \u00e0 medida que h\u00e1 investimentos e encomendas de clientes. O problema \u00e9 o baixo n\u00edvel de investimento em fun\u00e7\u00e3o do momento econ\u00f4mico. Especialista no assunto, Marc\u00edlio analisa, nesta entrevista, como o Brasil est\u00e1 nesse movimento e o que precisa fazer para acelerar seu ritmo e chegar mais perto do pelot\u00e3o de frente nessa corrida.<\/p>\n<p><strong><em>O que \u00e9 <\/em><\/strong><strong><em>e onde surgiu <\/em><\/strong><strong><em>o fen\u00f4meno chamado ind\u00fastria 4.0?\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A Ind\u00fastria 4.0 ou quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, como alguns t\u00eam chamado, <strong>diz respeito a uma s\u00e9rie de transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que est\u00e3o alterando as maneiras de produzir e as rela\u00e7\u00f5es clientes empresas<\/strong>. Esse movimento teve in\u00edcio na d\u00e9cada de 1970 com o surgimento dos Tigres Asi\u00e1ticos com o modelo IOE (Industrializa\u00e7\u00e3o Orientada \u00e0 Exporta\u00e7\u00e3o). Ganhou for\u00e7a com a entrada da China, que iniciou o processo desindustrializa\u00e7\u00e3o no mundo. O termo Ind\u00fastria 4.0 (do alem\u00e3o &#8220;Industrie 4.0&#8221;) surgiu na feira de Hannover em 2011. Por solicita\u00e7\u00e3o do governo alem\u00e3o, foi feito um estudo sobre a conex\u00e3o entre m\u00e1quinas, sistemas e ativos visando o controle da cadeia de valor tendo como objetivo tornarem as f\u00e1bricas mais eficientes e inteligentes.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><strong><em>Quais as caracter\u00edsticas de uma f\u00e1brica inteligente?<\/em><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para que uma f\u00e1brica seja considerada inteligente, ela deve ser projetada e operada em torno de\u00a0quatro pilares fundamentais. O primeiro \u00e9 a interoperabilidade, com m\u00e1quinas, dispositivos, sensores e pessoas que se conectam e se comunicam entre si. Outro pilar \u00e9 a transpar\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o, com sistemas computacionais que criam um modelo virtual do mundo f\u00edsico atrav\u00e9s dos dados de sensores para contextualizar informa\u00e7\u00f5es. O terceiro pilar diz respeito \u00e0 assist\u00eancia t\u00e9cnica, com os sistemas apoiando os seres humanos na tomada de decis\u00f5es e na resolu\u00e7\u00e3o de problemas e ajudando os seres humanos com tarefas muito dif\u00edceis ou inseguras. O quarto pilar se refere a decis\u00f5es descentralizadas, com sistemas cibern\u00e9ticos tomando decis\u00f5es simples e tornando-se t\u00e3o aut\u00f4nomos quanto poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong><em>Na pr\u00e1tica, o que muda com a I<\/em><\/strong><strong><em>nd\u00fastria 4.0<\/em><\/strong><strong><em>?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Com a implanta\u00e7\u00e3o dos conceitos de Ind\u00fastria 4.0<\/strong><strong>,<\/strong><strong> modifica<\/strong><strong>&#8211;<\/strong><strong>se a forma de produzir e controlar os processos produtivos das empresas<\/strong><strong>.<\/strong> Todos os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos passam a fazer parte da cadeia produtiva, desde o desenvolvimento dos produtos. Isso inclui tecnologia de impress\u00e3o 3D, comunica\u00e7\u00e3o m\u00e1quina a m\u00e1quina, redes industriais de alta velocidade, instrumentos inteligentes, rob\u00f3tica, computa\u00e7\u00e3o em nuvens, big data, plataformas IIoT ( Internet Industrial das Coisas ou do ingl\u00eas &#8220;Internet of Things&#8221;), entre outras.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3202\" src=\"https:\/\/abemi.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Depositphotos_88626816_m-2015.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"667\" \/><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>Em que medida a <\/em><\/strong><strong><em>I<\/em><\/strong><strong><em>nd\u00fastria 4.0 <\/em><\/strong><strong><em>afeta<\/em><\/strong><strong><em> as empresas do setor de engenharia industrial?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os novos projetos em plantas industriais j\u00e1 existentes passam por uma profunda transforma\u00e7\u00e3o na sua concep\u00e7\u00e3o, fazendo com que as empresas de engenharia tenham de rever a forma de controlar os processos.\u00a0Outro grande impacto \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao perfil dos profissionais de engenharia, que passam a ter novos conhecimentos.<\/p>\n<p><strong><em>Em que est\u00e1gio est\u00e3o os pa\u00edses desenvolvidos e os demais participantes do<\/em><\/strong><strong><em>s<\/em><\/strong><strong><em> B<\/em><\/strong><strong><em>RICS<\/em><\/strong><strong><em>?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os pa\u00edses desenvolvidos ou participantes dos BRICS est\u00e3o correndo com iniciativas fortes, desde planos de investimentos governamentais e particulares, profunda reforma no ensino e projetos. Nos pr\u00f3ximos cinco a dez anos, haver\u00e1 mudan\u00e7as nos processos produtivos e nas rela\u00e7\u00f5es internacionais bastante agressivas. Esse processo deve alterar profundamente as rela\u00e7\u00f5es entre as empresas e clientes, de forma que surgir\u00e3o novos conglomerados e, por outro lado, um grande n\u00famero de empresas deve mudar de dono ou desaparecer.<\/p>\n<p><strong><em>Como o Brasil est\u00e1 posicionado em rela\u00e7\u00e3o a esse fen\u00f4meno<\/em><\/strong><strong><em> e o que \u00e9 preciso para avan\u00e7ar?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>No parque industrial brasileiro, as empresas ainda est\u00e3o na Ind\u00fastria 2.0 ou 3.0. Temos de correr muito. <strong>Para <\/strong><strong>avan\u00e7armos na<\/strong><strong> Ind\u00fastria 4.0<\/strong><strong>,<\/strong><strong> tem <\/strong><strong>de<\/strong><strong> haver uma mudan\u00e7a radical na base do ensino, nos investimentos das ind\u00fastrias e na rela\u00e7\u00e3o com o mercado.<\/strong> O Brasil, por meio do governo federal, j\u00e1 est\u00e1 investindo em iniciativas para incentivar a nova revolu\u00e7\u00e3o, por\u00e9m tem de haver o engajamento das for\u00e7as produtivas. Precisamos de uma pol\u00edtica governamental bastante estruturada e orientada para esta nova forma de produ\u00e7\u00e3o, e o pa\u00eds precisa revisar urgentemente seu processo educacional, incentivar\u00a0a perman\u00eancia dos profissionais no pa\u00eds e voltar a crescer em termos econ\u00f4micos. As organiza\u00e7\u00f5es empresariais necessitam mudar sua postura quanto a orientar seus associados e divulgar as novas formas de produ\u00e7\u00e3o e o relacionamento mercadol\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong><em>Quais seriam os benef\u00edcios de um avan\u00e7o do Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 <\/em><\/strong><strong><em>I<\/em><\/strong><strong><em>nd\u00fastria 4.0?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Estima-se que este mercado necessite de investimentos pesados nos pr\u00f3ximos cinco anos para fazer frente \u00e0 concorr\u00eancia mundial. <strong>O<\/strong><strong>s n\u00fameros s\u00e3o da ordem de bilh\u00f5es de reais e<\/strong><strong>m<\/strong><strong> investimentos, por<\/strong><strong>\u00e9<\/strong><strong>m os n\u00fameros esperados de retorno com estas novas tecnologias\u00a0s\u00e3o da ordem de trilh\u00f5es no PIB no mesmo per\u00edodo.<\/strong> Mas os principais benef\u00edcios s\u00e3o a participa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e das empresas no competitivo mercado internacional e a moderniza\u00e7\u00e3o do parque produtivo.<\/p>\n<p><strong>Palestra na ABEMI<\/strong><\/p>\n<p><strong>Automa\u00e7\u00e3o na Ind\u00fastria 4.0<\/strong> foi o tema de uma palestra na sede da ABEMI, no dia 8 de maio, por especialistas da Dynamis Automa\u00e7\u00e3o e Cursos. Foram apresentadas as principais tecnologias de automa\u00e7\u00e3o industrial utilizadas nos projetos e quais suas contribui\u00e7\u00f5es para que uma empresa seja classificada como Ind\u00fastria 4.0.<\/p>\n<p>Foram destacados os instrumentos inteligentes e seus requisitos t\u00e9cnicos, a comunica\u00e7\u00e3o sem fio e os tipos de projetos necess\u00e1rios para suas aplica\u00e7\u00f5es, os sistemas de controle m\u00e1quina a m\u00e1quina (M2M) utilizados pelos sensores, os rob\u00f4s aut\u00f4nomos e seus impactos na cadeia produtiva. Em termos operacionais, foram abordadas <strong>as novas tecnologias de interface humano\/m\u00e1quina, a computa\u00e7\u00e3o em nuvem e o Big Data e o desenvolvimento de novos produtos com a tecnologia de impress\u00e3o 3D.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o das tecnologias, houve um debate com os participantes sobre as caracter\u00edsticas dos profissionais de engenharia para novos projetos e sobre a necessidade de forma\u00e7\u00e3o de profissionais que atendam \u00e0s atuais demandas do mercado.<\/p>\n<p><em><strong>Editora Conte\u00fado\/Abgail Cardoso<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Efervescente nos pa\u00edses desenvolvidos, especialmente na Alemanha e nos Estados Unidos, e nos demais integrantes dos BRICS, o fen\u00f4meno da Ind\u00fastria 4.0, tamb\u00e9m conhecido como a quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, est\u00e1 engatinhando no Brasil. \u201cJ\u00e1 existem empresas que est\u00e3o inseridas na Ind\u00fastria 4.0, como as \u00e1reas automobil\u00edstica, farmac\u00eautica, cosm\u00e9ticos e agroneg\u00f3cio. 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