{"id":7285,"date":"2019-06-26T19:41:18","date_gmt":"2019-06-26T22:41:18","guid":{"rendered":"https:\/\/abemi.sancho.digital\/economistas-defendem-medidas-para-destravar-investimentos-no-brasil\/"},"modified":"2022-11-09T10:26:35","modified_gmt":"2022-11-09T13:26:35","slug":"economistas-defendem-medidas-para-destravar-investimentos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abemi.org.br\/en\/economistas-defendem-medidas-para-destravar-investimentos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Economistas defendem medidas para destravar investimentos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Diante da queda no Produto Interno Bruto (PIB) de 0,2% no primeiro trimestre do ano \u2013 recuo que chegou a 2% quando se fala da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o \u2013, \u00e9 necess\u00e1rio que o governo v\u00e1 muito al\u00e9m de medidas paliativas, implementando iniciativas consistentes para destravar investimentos e concess\u00f5es em infraestrutura.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 dos economistas Antonio Corr\u00eaa de Lacerda e Andr\u00e9 Paiva Ramos, da ACLacerda Consultores. <strong>\u201c\u00c9 preciso adotar um programa de investimento p\u00fablico que fomente e retomada da constru\u00e7\u00e3o civil e a rearticula\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva do setor. <\/strong>A retra\u00e7\u00e3o acumulada da constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 em torno de 29% em compara\u00e7\u00e3o a 2014<strong>\u201d,<\/strong> destaca Lacerda. Segundo Andr\u00e9, n\u00e3o h\u00e1 indicadores que prenunciem uma melhora do n\u00edvel de atividades. \u201cRevisamos o nosso progn\u00f3stico de crescimento da economia brasileira, que era de 2% no in\u00edcio de 2019, para apenas 0,5%\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para eles, o governo e a equipe econ\u00f4mica t\u00eam enfatizado o papel da reforma da Previd\u00eancia como fator de confian\u00e7a, revers\u00e3o das expectativas e retomada das atividades. \u201cTrata-se, no entanto, de superestimar o seu efeito\u201d, acredita Lacerda. \u201cChama a aten\u00e7\u00e3o a aus\u00eancia de pol\u00edticas e medidas que impulsionem a produ\u00e7\u00e3o, os investimentos e o consumo\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia do cr\u00e9dito e o papel do BNDES<\/strong><br \/>\nNa an\u00e1lise dos economistas, h\u00e1 muita coisa a ser feita. Um dos exemplos \u00e9 o cr\u00e9dito, que continua muito caro. As poucas medidas em curso t\u00eam sido no sentido de contra\u00ed-lo ainda mais, com a atrofia dos bancos p\u00fablicos. \u201cAl\u00e9m de baixar a taxa Selic, torna-se imprescind\u00edvel uma melhora nas condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito aos tomadores finais, tanto para consumidores quanto para empresas\u201d, refor\u00e7a Andr\u00e9.<\/p>\n<p><strong>Ele destaca a import\u00e2ncia do papel do BNDES para o desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/strong> \u201cEsse banco de fomento tem sido historicamente o principal respons\u00e1vel por ofertar cr\u00e9dito compat\u00edvel com a rentabilidade esperada dos projetos de investimento no pa\u00eds\u201d, lembra. Para Lacerda, \u00e9 necess\u00e1rio preservar a atua\u00e7\u00e3o do BNDES, sobretudo em um contexto em que \u00e9 preciso impulsionar os investimentos e o n\u00edvel de atividades.<\/p>\n<p><strong>Um ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o relat\u00f3rio da reforma da Previd\u00eancia que vai ser votado no Congresso e prev\u00ea o fim dos repasses do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao BNDES.<\/strong> Andr\u00e9 alerta que, que uma vez aprovada, a medida tenderia a dificultar o cumprimento do cronograma de devolu\u00e7\u00f5es de recursos ao Tesouro. \u201cEspecialmente em um momento de crise e atrofia de investimentos como o atual, essa medida seria um retrocesso\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de invi\u00e1vel, o n\u00e3o repasse do FAT comprometeria significativamente as opera\u00e7\u00f5es do banco, com um agravante: n\u00e3o h\u00e1 substituto para a sua atividade no mercado privado, uma vez que inexistem fontes de financiamento de longo prazo a custos compat\u00edveis. \u201cA atua\u00e7\u00e3o do BNDES \u00e9 essencial, especialmente em face da longa crise enfrentada pela economia brasileira. Inviabilizar a sua atua\u00e7\u00e3o representaria, na pr\u00e1tica, adiar a sa\u00edda da crise\u201d, destaca Lacerda.<\/p>\n<p><strong>As possibilidades de investimentos<\/strong><br \/>\nMedidas paliativas, como a libera\u00e7\u00e3o de contas inativas do FGTS e do Pasep, n\u00e3o s\u00e3o suficientes para reverter o quadro vigente de apatia. Na avalia\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9, elas podem ter algum efeito pontual positivo sobre a demanda, representando apenas um impacto limitado e localizado.\u201cSe quiser, como \u00e9 necess\u00e1rio, criar um ambiente mais favor\u00e1vel ao crescimento para 2020, a equipe econ\u00f4mica precisa diversificar suas estrat\u00e9gias e medidas, uma vez que muitas delas t\u00eam um tempo de matura\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel\u201d, lembra Lacerda.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3798\" src=\"https:\/\/abemi.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Depositphotos_10214268_l-2015.jpg\" alt=\"\" ><\/p>\n<p>O potencial de investimentos \u00e9 consider\u00e1vel, na vis\u00e3o dos dois economistas da ACLacerda Consultores. Segundo estimativas do Minist\u00e9rio de Infraestrutura, o programa de leil\u00f5es de infraestrutura do governo federal de 2019 a 2022 pode gerar R$ 129,8 bilh\u00f5es de investimentos em transportes e log\u00edstica, sendo:<\/p>\n<p><strong>\u2022 R$ 58,4 bilh\u00f5es em obras rodovi\u00e1rias;<\/strong><br \/>\n<strong>\u2022 R$ 8,5 bilh\u00f5es na moderniza\u00e7\u00e3o de aeroportos;<\/strong><br \/>\n<strong>\u2022 R$ 3,4 bilh\u00f5es em portos;<\/strong><br \/>\n<strong>\u2022 R$ 59,5 bilh\u00f5es na moderniza\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o de ferrovias;<\/strong><br \/>\n<strong>\u2022 Em mar\u00e7o e abril, foram realizados leil\u00f5es de terminais portu\u00e1rios na Para\u00edba, Esp\u00edrito Santo e Par\u00e1, gerando R$ 667,4 milh\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Editora Conte\u00fado\/Abgail Cardoso<\/em><\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante da queda no Produto Interno Bruto (PIB) de 0,2% no primeiro trimestre do ano \u2013 recuo que chegou a 2% quando se fala da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o \u2013, \u00e9 necess\u00e1rio que o governo v\u00e1 muito al\u00e9m de medidas paliativas, implementando iniciativas consistentes para destravar investimentos e concess\u00f5es em infraestrutura. 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