{"id":7378,"date":"2021-07-06T15:22:53","date_gmt":"2021-07-06T18:22:53","guid":{"rendered":"https:\/\/abemi.sancho.digital\/oferta-de-energia-e-competitividade-da-tarifa-sao-fundamentais-para-a-retomada\/"},"modified":"2022-11-09T10:26:20","modified_gmt":"2022-11-09T13:26:20","slug":"oferta-de-energia-e-competitividade-da-tarifa-sao-fundamentais-para-a-retomada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abemi.org.br\/en\/oferta-de-energia-e-competitividade-da-tarifa-sao-fundamentais-para-a-retomada\/","title":{"rendered":"Oferta de energia e competitividade da tarifa s\u00e3o fundamentais para a retomada"},"content":{"rendered":"<p>Altamente dependente das hidrel\u00e9tricas, todo o Brasil est\u00e1 em alerta diante da maior crise h\u00eddrica dos \u00faltimos 91 anos e de um poss\u00edvel apag\u00e3o energ\u00e9tico. O pa\u00eds sofre, tamb\u00e9m, com o alto pre\u00e7o da energia, cuja oferta e competitividade s\u00e3o fundamentais para a retomada e acelera\u00e7\u00e3o da economia. De olho nesse cen\u00e1rio alarmante, a ABEMI, por meio de seu Grupo T\u00e9cnico de Energia, acompanha com grande interesse esse mercado t\u00e3o importante para os neg\u00f3cios das empresas associadas.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 v\u00ednhamos acompanhando o setor em raz\u00e3o do Novo Mercado de G\u00e1s Natural e seus potenciais desdobramentos por meio do F\u00f3rum do G\u00e1s Natural e do FASE (F\u00f3rum das Associa\u00e7\u00f5es do Setor El\u00e9trico). Agora, a crise h\u00eddrica e o processo de desestatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobras ampliam o interesse e o foco da ABEMI nessa mat\u00e9ria\u201d, destaca o coordenador do GT de Energia, Elcio Pasqualucci.<\/p>\n<p>Segundo ele, a desestatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobras, que deveria ser simplesmente para capitalizar a empresa para investimentos, acabou distorcida com o acr\u00e9scimo dos chamados \u201cjabutis\u201d no texto da Medida Provis\u00f3ria 1.031\/2021. \u201cNa C\u00e2mara e no Senado, foram adicionados interesses paroquiais, que fazem parte da democracia, mas os especialistas do setor de energia afirmam quase unanimemente que esse movimento vai acabar trazendo custos adicionais \u00e0 matriz energ\u00e9tica brasileira. E essa \u00e9 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o da ABEMI\u201d, destaca Pasqualucci.<\/p>\n<p>No dia 21 de junho, a C\u00e2mara aprovou 17 emendas do Senado \u00e0 MP 1031\/2021, que possivelmente ser\u00e1 sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro com os \u201cjabutis\u201d. Dentre eles, est\u00e1 a obrigatoriedade de construir usinas termel\u00e9tricas a g\u00e1s natural \u2013 considerado um combust\u00edvel de transi\u00e7\u00e3o \u2013 em locais muito distantes da fonte do g\u00e1s natural e do mercado consumidor. Num primeiro momento, essa obrigatoriedade beneficia o setor de engenharia, do qual faz parte a ABEMI e suas associadas, porque ser\u00e1 necess\u00e1rio construir usinas e gasodutos, para levar o g\u00e1s natural at\u00e9 elas, al\u00e9m de redes de transmiss\u00e3o, para distribui\u00e7\u00e3o da energia.<\/p>\n<p>\u201cAlgumas poucas empresas v\u00e3o ficar felizes por algum tempo, mas esse \u00e9 um ovo de serpente, um benef\u00edcio transit\u00f3rio, um caminho que n\u00e3o favorece o Brasil. O pa\u00eds precisa, na verdade, reduzir o custo da energia para estimular a economia e os investimentos\u201d, afirma Telmo Ghiorzi, coordenador do GT de Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia da ABEMI. Ele explica que, ao inserir termel\u00e9tricas a custo elevado, que obrigatoriamente t\u00eam de ser despachadas, como previsto na MP 1.031\/2021, esse custo vai penalizar todo o parque industrial, prejudicando a competitividade brasileira, inclusive o setor de engenharia, porque inibir\u00e1 novos investimentos. \u201c\u00c9 uma armadilha para o pa\u00eds\u201d, refor\u00e7a Ghiorzi.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4622\" aria-describedby=\"caption-attachment-4622\" style=\"width: 516px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4622\" src=\"https:\/\/abemi.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/foto07emp-201-utc-b2.jpg\" alt=\"\" width=\"516\" height=\"461\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4622\" class=\"wp-caption-text\">Telmo Ghiorzi, do GT de Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia da ABEMI: &#8220;O Brasil precisa reduzir o custo da energia para estimular a economia e os investimentos\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Regulamenta\u00e7\u00e3o para atrair investimentos<\/strong><\/p>\n<p>Preocupado com a competitividade do setor energ\u00e9tico, o GT de Energia se aproximou tamb\u00e9m da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) e participa, em julho, do \u201c2<sup>o<\/sup> Workshop Considera\u00e7\u00f5es de Benef\u00edcios Ambientais no Setor El\u00e9trico Brasileiro &#8211; \u00c9 hora de um mercado de carbono?\u201d. Segundo Pasqualucci, esse evento ser\u00e1 muito importante para discutir profunda e tecnicamente a Lei 14.120\/2021, que estabelece que o Poder Executivo definir\u00e1 mecanismos para considera\u00e7\u00e3o dos atributos ambientais de cada fonte de energia.<\/p>\n<p>Como exemplo, ele cita a compara\u00e7\u00e3o de uma termel\u00e9trica a carv\u00e3o e uma usina e\u00f3lica. Do ponto de vista ambiental, a fonte e\u00f3lica \u00e9 melhor, mas n\u00e3o tem a estabilidade operacional da termel\u00e9trica, que, por sua vez, produz gases de efeito estufa. A pergunta que fica \u00e9: como ser\u00e3o os crit\u00e9rios para precifica\u00e7\u00e3o de cada fonte? Para Pasqualucci, o desafio da EPE \u00e9 subsidiar o governo e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos com informa\u00e7\u00f5es para a tomada de decis\u00f5es que garantam a oferta e a competitividade da energia.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 ABEMI e a suas associadas, obviamente, interessa que haja projetos e obras, mas, acima de tudo, buscamos a competitividade, transpar\u00eancia e compliance. Visamos \u00e0 competitividade da tarifa de energia para o usu\u00e1rio, seja dom\u00e9stico ou industrial. E s\u00f3 vamos conseguir isso se tivermos transpar\u00eancia nas regras. Estamos atentos e ativos participando das discuss\u00f5es. Sem energia barata, a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Brasil tende a piorar\u201d, afirma Pasqualucci.<\/p>\n<p>No campo da energia em geral e el\u00e9trica em particular, o Brasil est\u00e1 bem na fita como l\u00edder absoluto com sua matriz energ\u00e9tica sustent\u00e1vel, ambientalmente falando. Quarenta e cinco por cento da energia em geral prov\u00e9m de fontes renov\u00e1veis, enquanto a m\u00e9dia mundial est\u00e1 em 14%. \u201cO mundo precisa melhorar tr\u00eas vezes seu desempenho para empatar com o Brasil\u201d, afirma Ghiorzi. Considerando apenas a energia el\u00e9trica, o Brasil \u00e9 ainda mais limpo, com 83% da gera\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis, principalmente hidrel\u00e9trica (65%), mas tamb\u00e9m biomassa, e\u00f3lica e solar. A m\u00e9dia mundial est\u00e1 em 25%.<\/p>\n<p>Mas, para evitar o desabastecimento, na crise h\u00eddrica dever\u00e3o ser acionadas as termel\u00e9tricas a carv\u00e3o, ruins ambientalmente. \u201cA crise refor\u00e7a a import\u00e2ncia de investimentos em fontes renov\u00e1veis para reduzir nossa depend\u00eancia da matriz hidrel\u00e9trica. N\u00e3o podemos andar t\u00e3o devagar na constru\u00e7\u00e3o de ativos que usam fontes renov\u00e1veis. O crescimento industrial e econ\u00f4mico requer mais energia e ser\u00e1 muito melhor que ela seja de fontes renov\u00e1veis, para manter o Brasil na lideran\u00e7a da sustentabilidade\u201d, observa Ghiorzi.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil faz leis e n\u00e3o regulamenta. \u00c9 importante a regulamenta\u00e7\u00e3o da Lei 14.120, com a devida compara\u00e7\u00e3o entre as diferentes fontes energ\u00e9ticas e defini\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios para precifica\u00e7\u00e3o. Os investidores esperam posicionamentos regulat\u00f3rios firmes e claros para decidir se investem ou n\u00e3o. E, mais uma vez: energia barata \u00e9 imprescind\u00edvel para a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica\u201d, conclui Pasqualucci.<\/p>\n<p><em><strong>Editora Conte\u00fado\/Abgail Cardoso<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Altamente dependente das hidrel\u00e9tricas, todo o Brasil est\u00e1 em alerta diante da maior crise h\u00eddrica dos \u00faltimos 91 anos e de um poss\u00edvel apag\u00e3o energ\u00e9tico. O pa\u00eds sofre, tamb\u00e9m, com o alto pre\u00e7o da energia, cuja oferta e competitividade s\u00e3o fundamentais para a retomada e acelera\u00e7\u00e3o da economia. 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