ABEMI realiza debate sobre os desafios de contratação de mão de obra especializada

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Foi realizada no mês de dezembro mais uma edição de Engenharia Talks da ABEMI, de forma online, que abordou os desafios e oportunidades na contratação de mão de obra especializada na área de Engenharia Industrial. Esta foi a 4ª. mesa redonda organizada pela diretoria de Engenharia da ABEMI e contou com os palestrantes Paulo Dias (Diretor de da Page Executive), Letícia Valente (da diretoria Page Outsoursing), Arthur Azevedo (Consultor Page Personal), Marcio Cancellara (presidente da Projectus Consultoria), Carlos Stenders (CEO Future Motion Brasil) e Edson Florêncio (Gestor Corporativo de RH da Niplan). O moderador foi o diretor de Engenharia da ABEMI, Thomaz Americano, Diretor de Operações, da AP Consultoria e Projetos.

Na ocasião, o presidente da ABEMI, Joaquim Maia, abriu os trabalhos, dando as boas-vindas aos quase 40 participantes e contextualizando a importância do tema para o setor de engenharia industrial. “Esse tema é umas das maiores preocupações do setor, pois estamos nos deparando com um gargalo de mão de obra disponível para os empreendimentos que estão chegando”. De acordo com ele,  vamos ter na metade de 2023 uma grande licitação de concessão de linhas de transmissão e distribuição. “Esse debate é muito importante para que as empresas possam discutir e buscar soluções rápidas para uma contratação compatível com o que o mercado está exigindo”.

“A nossa mão de obra é muito específica, tanto é que a oferta é pequena e quando a demanda aumenta, há uma valorização desses profissionais.  O desafio a curto prazo nessa aceleração que estamos tendo pós-pandemia é saber onde encontrar esses profissionais. Só para exemplificar, temos no Brasil apenas 4 mil a 5 mil engenheiros de projetos”, destaca Thomaz Americano.

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“Nós temos o desafio: não basta ser qualificado, mas precisa estar habilitado para as novas ferramentas que hoje exigem tecnologia de ponta. Mesmo que cada empresa tenha um centro de treinamento, ainda não é o suficiente. Já estamos numa fase em que estamos declinando de trabalhos, pela falta de mão de obra. O que é muito preocupante”, complementou Márcio Cancellara,

Demanda atual

Para Edson Florêncio, “ o mercado brasileiro tem uma falta de 85% de mão de obra especializada. Temos que ter o melhor perfil para atender a atual demanda.  A escassez não é só da engenharia, mas de todas áreas em que associadas atuam”. Já Cedric Romano, da DBR Energies, destacou que “temos dificuldade de enxergar um profissional no mercado. A qualificação muitas vezes não está ligada à formação acadêmica. Exemplo para os profissionais que atuam como projetista de tubulação, no qual não existe um curso específico. Mas há profissionais que exercem muito bem a função, mas que não está no currículo e acaba ficando fora do radar. Então, é preciso uma análise mais profunda para identificar as pessoas qualificadas para as funções, com uma análise curricular detalhada. ”

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Os desafios do recrutamento

Na sequência, a equipe do Page Group mostrou como funciona a empresa e sua atuação internacional. “Somos uma empresa global, com mais de 8 mil pessoas trabalhando nas quatro principais marcas de Michael Page, Page Personnel, Page Executive e Page Outsourcin. Com operações em 37 mercados, o PageGroup oferece serviços de recrutamento e oportunidades de carreira em nível local, regional e global”, afirmou Arthur Azevedo.

“O nosso alcance regional abrange México, Costa Rica, Argentina, Colômbia e Brasil, explicou Letícia. A escassez de mão de obra especializada é real. Temos, quando acessamos os dados do Crea, menos de 1 milhão de pessoas formadas em engenharia. E aí quando olhamos para o México já tem um número expressivo de formados com mais 1 milhão. Assim, temos que ampliar nossos horizontes e podemos atuar de forma individual por país ou regionalizada. Mas precisamos pontuar desde a língua até a moeda utilizada nas contratações”.

Letícia também mostrou como funciona o recrutamento, dando como exemplo a Uber, que contrata muitos engenheiros especializados de tecnologia. “Antes uma vaga nesse nível ficava aberta 128 dias e com um atendimento proativo, conseguimos diminuir para 48 dias. “Todos os processos são customizados com dados de remuneração, perfil da região, o que exigem um mergulho na realidade de cada empresa. ”, explicou Carlos Dias.

Editora Conteúdo

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