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Artigo – Engenharia brasileira pode retomar protagonismo internacional com novo marco legal

Cement Plant,Concrete or cement factory, heavy industry or construction industry.

A aprovação do Projeto de Lei 6139 pelo Congresso Nacional representa um passo relevante para a retomada da presença internacional da engenharia brasileira. Esse movimento dialoga diretamente com a agenda de reindustrialização e aumento da competitividade do país.

Para a ABEMI, Associação Brasileira de Engenharia Industrial, a medida cria condições para que empresas nacionais voltem a disputar projetos no exterior em igualdade com grandes players globais, que historicamente contam com instrumentos robustos de financiamento e apoio institucional. Segundo o presidente da ABEMI, Nelson Romano, o avanço do projeto corrige uma lacuna importante no ambiente de negócios brasileiro e abre novas perspectivas para o setor.

“A aprovação do Projeto de Lei 6139 representa um passo relevante para a retomada da presença internacional da engenharia brasileira, que já teve atuação expressiva no exterior. Esse avanço fortalece o setor, amplia o leque de oportunidades e coloca nossas empresas em condições mais competitivas frente à concorrência global. É um movimento que dialoga diretamente com a agenda de reindustrialização e aumento da competitividade do país.”

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Nelson Romano, presidente da ABEMI

A engenharia brasileira possui histórico consolidado de atuação em grandes projetos ao redor do mundo, especialmente entre as décadas de 1970 e 2000. A interrupção desse ciclo, nos últimos anos, impactou não apenas a presença internacional das empresas, mas também a cadeia produtiva e a geração de empregos qualificados no país.

Agenda estratégica

Para Romano, a medida representa mais do que uma retomada. Trata-se de uma agenda estratégica para o desenvolvimento nacional. “A internacionalização da engenharia não é apenas uma agenda empresarial. É uma agenda de país. Cada contrato conquistado no exterior significa mais produção no Brasil, mais empregos qualificados e mais fortalecimento da nossa indústria.” Com a possível sanção do projeto, abre-se uma nova fase de expansão, com potencial de impulsionar setores estratégicos como óleo e gás, energia, mineração e infraestrutura.

O presidente da ABEMI também destaca o impacto direto na competitividade global. “Enquanto outros países estruturaram políticas consistentes de apoio às suas empresas de engenharia, o Brasil ficou para trás nesse aspecto. Esse projeto reposiciona o país e permite que nossas empresas voltem a disputar grandes projetos com mais competitividade.”

A expectativa do setor é de que a medida marque o início de um novo ciclo de crescimento, consolidando a engenharia brasileira como protagonista em projetos industriais de grande escala, no Brasil e no exterior.

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