Avançam os preparativos para início das operações do NECSOR, em Sorocaba (SP)

Avançam os preparativos para início das operações do NECSOR, em Sorocaba (SP)

Está em elaboração a redação do estatuto da nova entidade, ainda sem nome, que vai administrar o Núcleo de Engenharia e Construção de Sorocaba (NECSOR) — uma das iniciativas do Programa Brasileiro de Engenharia e Construção 4.0 (ProEC 4.0), que surgiu das ações do Grupo de Trabalho de Inovação e Tecnologia da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (ABEMI), coordenado pelo diretor de Relações Institucionais, Telmo Ghiorzi, e pelo conselheiro Newton Freire.

Essa entidade sem fins lucrativos terá como participantes a ABEMI, o Instituto de Engenharia (IE) e o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada – Infraestrutura (SINICON). Até o começo de outubro, o estatuto deverá estar pronto e aprovado, possibilitando a definição da equipe técnica que vai operar o NECSOR e a elaboração do orçamento.

“O estatuto está sendo construído de forma que o Núcleo possa receber recursos e financiamento de associações e de empresas privadas, por meio da Lei do Bem, que permite que parte dos impostos das empresas seja direcionada para iniciativas de ciência e tecnologia. Pode receber, também, recursos do Finep e BNDES. É um estatuto robusto, mas flexível”, afirma Telmo, que é engenheiro e doutor em políticas públicas.

O NECSOR será instalado no Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS), administrado pela Prefeitura de Sorocaba, e ocupará um espaço interno de 33 m2 e uma área externa de 3.187 m2. No ambiente interno, estarão os equipamentos para design em BIM, realidade virtual (VR), realidade aumentada (AR), inteligência artificial (AI), drones e laser-scan, entre outros. A área externa será um “canteiro digital” para atividades de P&D, ensino, testes, etc. O NECSOR contará, ainda, com a infraestrutura do PTS de serviços e centro de convenções.

Formação, gestão e inovação

Foram divididas em três categorias as atividades a serem realizadas no NECSOR. A primeira será associada à formação e atualização de pessoas que já estão no mercado de trabalho, sejam do nível técnico, superior ou pós-graduados. Os cursos terão certificações, diplomas e comprovações. “Há um deficit mundial na qualificação de pessoas para atuar com as tecnologias digitais na área de Engenharia e Construção. Estando no PTS, o NECSOR terá mais fácil acesso a diversas instituições de ensino também presentes no Parque, como USP, UNISO, FACENS, FATEC, SENAI”, explica Telmo.

Telmo Ghiorzi, diretor de Relações Institucionais da ABEMI

A segunda categoria diz respeito a ferramentas de gestão para empreendimentos grandes e complexos, como BIM, o AWP (Advanced Work Packaging), o Lean, o Agile, o VDC (Virtual Design and Construction), o PMBOK (Project Management Body Of Knowledge) e outras ferramentas do PMI (Project Management Institute), a base de conhecimentos do CII (Construction Industry Institute) e as ferramentas do IPA (Independent Project Analysis), como as metodologias FEL (Front End Loading).

Já o foco da terceira categoria de atividades são as inovações propriamente ditas. “Vamos trabalhar num programa de inovação aberta, em que teremos a participação de empresas de engenharia e construção, startups e universidades atuando em conjunto para identificar, priorizar e resolver desafios do setor”, explica Telmo.

Segundo o diretor da ABEMI, essas ações lideradas pelo ProEC4.0 são um imperativo estratégico para o Brasil avançar nas tecnologias 4.0 na indústria da construção. “Existe um atraso global, mas já percebemos outros países se mexendo. Temos de fazer isso pelo Brasil. Existem grandes investimentos previstos para os próximos 10 anos em energia, infraestrutura e indústria, e o setor precisa estar preparado.”

Outra prioridade do ProEC4.0 é fomentar a formulação de políticas públicas de inovação e tecnologia focadas na indústria de Engenharia e Construção. “Temos buscado criar canais de diálogo com o Executivo e o Legislativo e estamos trabalhando na priorização de nossas demandas para sabermos objetivamente o que queremos apresentar nessas interações”, conclui Telmo.
Editora Conteúdo/Abgail Cardoso

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