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ABEMI e ABAT promovem debate sobre Reforma Tributária

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No dia 24 de junho, a ABEMI realizou o evento online “Reforma Tributária: Impactos e Adequações”, reunindo especialistas para analisar as transformações trazidas pela Lei Complementar nº 214/2025 e discutir como o novo modelo tributário afeta diretamente a engenharia industrial — um setor intensivo em investimentos, serviços complexos e cadeias produtivas longas. O encontro contou com a mediação de Maria Michielin, Diretora Jurídica da ABEMI, e foi promovido em parceria com a ABAT – Associação Brasileira de Advogados Tributaristas.

Participaram do debate o Dr. Halley Henares, presidente da ABAT, a Dra. Grasiele Ribeiro Deon, conselheira da ABAT e sócia-fundadora da Ribeiro Deon Advocacia, e o Dr. Ângelo de Ângelis, ex-auditor fiscal do Estado de São Paulo e consultor tributário.

Na abertura, Maria Michielin, destacou que compreender os impactos da reforma tributária é essencial para empresas do setor de engenharia industrial. “Estamos diante de mudanças estruturais que afetam desde os processos de aquisição e faturamento até a formação de preços e o planejamento de longo prazo. A engenharia precisa estar atenta a cada etapa dessa transição.”

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Dr. Halley Henares, presidente da ABAT

Os reflexos para o setor industrial

O Dr. Ângelo de Ângelis detalhou o funcionamento do split payment, mecanismo previsto na nova legislação que altera a forma de recolhimento e apropriação do crédito tributário. Para ele, o impacto nas empresas de engenharia será expressivo, dada a complexidade das operações e a necessidade de ajustes nos sistemas de ERP e gestão fiscal: “A engenharia industrial envolve grandes volumes de aquisições, investimentos e obras que se estendem por longos prazos. O split payment não será regra para todos os casos, mas exigirá preparo tecnológico e entendimento claro das novas obrigações.”

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Dra.Grasiele Ribeiro Deon, sócia-fundadora da Ribeiro Deon Advocacia

Ele também destacou o papel da reforma no combate à concorrência desleal. “Ao vincular o crédito ao efetivo pagamento do tributo, o modelo reduz fraudes e desigualdades concorrenciais.”

A Dra. Grasiele Ribeiro Deon lembrou que as mudanças tributárias exigirão atuação estratégica das empresas. “O setor de engenharia terá que revisar contratos, adaptar fluxos de pagamento e, muitas vezes, renegociar cláusulas comerciais. A reforma é ampla e atinge as bases operacionais do setor.”

Encerrando o evento, Dr. Halley Henares reforçou o papel das entidades de classe neste momento de transição: “Estamos vivendo uma mudança de paradigma que impacta diretamente a engenharia nacional. É o momento de atuar com informação e organização, para que o setor não apenas se adapte, mas contribua ativamente na regulamentação do novo sistema.”

Editora Conteúdo – Melissa Kechichian

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