ABEMI organiza debate sobre hidrogênio renovável e transição energética

ABEMI organiza debate sobre hidrogênio renovável e transição energética

Em sua política de fornecer subsídios e informações de interesse dos seus associados, a ABEMI promoveu uma palestra online sobre hidrogênio renovável, com a apresentação de Paulo Emílio Valadão de Miranda, Presidente da Associação Brasileira do Hidrogênio (ABH2) e Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A apresentação, realizada no dia 20/09, contou com uma participação expressiva de convidados e associados da ABEMI.

Miranda alertou para a questão de transição energética e a preocupação mundial em neutralizar as emissões de carbono até 2050. “A demanda por energia cresce em escala geométrica”. De acordo com ele, este fato faz com que a introdução da energia do hidrogênio nas matrizes energéticas de países em vários lugares do mundo contribua para melhorar o acesso à energia e a condição social da humanidade.

Acelerar a transição energética

Para o professor, o uso do hidrogênio como fonte de energia já é uma realidade. “Hoje vivemos uma transição energética desde os combustíveis fosseis para energias renováveis e para o hidrogênio. “Existem motivações para isso, como a emergência climática. ”

Reforçou ainda que hidrogênio renovável é um processo em que usa energia de fontes renováveis, como hídrica, eólica e solar. Mas, explicou também os diferentes processos em que o hidrogênio pode ser obtido para gerar energia. São técnicas que usam desde combustíveis fosseis, como gás natural, carvão, petróleo, madeira e biogás.

Porém, há uma tendência de chegar a utilização de hidrogênio, produzido a partir de combustíveis fosseis, porem estes estão associados a emissão de CO2. Existem outras formas que utiliza de energia elétrica ou biomassa, que podem gerar emissões negativas.

“Já produzimos mais 120 de toneladas de hidrogênio no mundo. No futuro haverá o hidrogênio mercantil, que será exportado externa e internamente, promovendo uma economia de escala. Em 2050 produziremos mais de 500 milhões de toneladas de hidrogênio, sendo que será utilizado em vários setores da sociedade”, destacou Miranda

Além disso, pontuou ainda que crescimento populacional vem acentuando as desigualdades sociais, somado às mudanças climáticas, torna-se imperioso a adoção de energias limpas, como a introdução do hidrogênio renovável. E neste sentido, o hidrogênio é considerado o combustível do futuro por ser uma fonte de energia renovável, inesgotável e não poluente, que trará benefícios para toda a humanidade, e o mais importante: para o meio ambiente.

Editora Conteúdo

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