ABEMI realiza palestra sobre o mercado de energia brasileiro com o grupo Energisa

ABEMI realiza palestra sobre o mercado de energia brasileiro com o grupo Energisa

Dentre os objetivos da ABEMI de contribuir com as associadas para projetos de transição energética, foi realizada no mês de agosto, uma palestra com Gabriel Mussi Moraes, Diretor Presidente de Geração e Transmissão do Grupo Energisa. Em sua apresentação, Moraes destacou que existe uma preocupação mundial em se adequar aos novos tempos, em que as fontes de energia renováveis vão ser cada vez mais demandadas. “E por ‘transformação energética’ nós entendemos como um conjunto de tecnologias e processos que fazem com que o mundo possa enfrentar a questão das emissões no segmento de energia de maneira sustentável”, comentou.

Apresentou os números do Sistema Interligado Nacional (SIN) para os próximos cinco anos. No quinquênio, a expectativa é de que a carga de energia do SIN cresça em média 3,9% no horizonte, atingindo 76.612 MWmed em 2024, considerando uma elevação do PIB de 1,2% em média no período de estudo.

Na oferta de energia elétrica há um acréscimo de cerca de 11,5 GW de capacidade instalada, totalizando 175,5 GW ao final do período de planejamento, sendo que a maior parte da expansão se dará através de usinas eólicas e de térmicas a gás natural. A hidroeletricidade continua como a principal fonte de geração, porém perde participação na matriz elétrica, caindo de 62,9% em 2020 para 58,1% em 2024.

Gabriel Mussi Moraes, Diretor Presidente de Geração e Transmissão do Grupo Energisa

Destacou ainda que a rede básica de transmissão conta com 201.942 km. Hoje, 48% da energia (sem considerar a de combustíveis veiculares) produzida no Brasil vêm de fontes renováveis (eólica, solar, hidrelétrica e outras). “Olhando apenas o aumento na demanda por eletricidade, até 2030, o país precisa aumentar em 27% sua disponibilidade. Até 2050, será preciso dobrá-la para atender ao aumento de demanda vinda do crescimento populacional e da atividade econômica. Moraes deixou claro sobre a importância de uma agenda de transformação energética no país, levando às pessoas cada vez mais energia de fontes sustentáveis.

Diversificação e descentralização
Com 116 anos de história, o Grupo Energisa é o maior privado do setor elétrico com capital nacional e o também o maior na Amazônia Legal. Uma das primeiras empresas a abrir capital no Brasil, a companhia controla 11 distribuidoras em Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Rondônia e Acre. O Grupo atende 8 milhões de clientes (o que representa uma população atendida de mais de 20 milhões de pessoas) em 862 municípios de todas as regiões do Brasil, além de gerar cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos. Atualmente, a Energisa possui 8 (oito) concessões de transmissão que representam um investimento total de R$ 2.899,4 milhões

 

Segundo Moraes, a companhia vem buscando diversificação e descentralização. “Estamos chegando ao Amapá com a conquista do leilão do lote 05 de transmissão no estado. Vamos investir na capacidade e confiabilidade do sistema de transmissão da região. Até 2025, será construída uma linha de 10 quilômetros com 230kv, conectando as subestações Macapá I e Macapá III com potência de 300 MVA, obra que deve gerar 461 empregos diretos. Estamos aumentando nossa participação nesse campo para melhorar a infraestrutura do setor elétrico brasileiro e, assim, garantir o fornecimento para consumidores em todo o país”.

Editora Conteúdo

 

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