Como as associadas da ABEMI reagem à pandemia e os planos de retomada

Como as associadas da ABEMI reagem à pandemia e os planos de retomada

Como em todos os setores da vida, a quarentena e as regras de isolamento social decorrentes da pandemia de Covid-19 afetaram as empresas associadas à ABEMI e as obrigou a agir imediatamente. As primeiras e urgentes reações foram medidas para cuidar da saúde, colocando funcionários em home office e criando regras para distanciamento daqueles que precisam realizar seu trabalho presencialmente. Ao mesmo tempo em que é necessário adotar novos modelos e ferramentas de trabalho, as empresas tiveram o desafio de preservar sua saúde financeira e em se organizar para cumprir os compromissos com clientes.

Com nove obras em andamento, o caminho adotado pela Montcalm Montagens Industriais foi o do diálogo e da negociação. “Conversamos com cada cliente para entender suas necessidades e expectativas em relação às obras. Alguns decidiram interromper o trabalho, outros optaram por desacelerar, outros mantiveram o ritmo normal em função de compromissos já assumidos com seus clientes”, informa Oscar Simonsen, diretor da Montcalm Montagens Industriais.

Oscar Simonsen, da Moltcalm: “A empresa priorizou negociar a continuidade dos projetos para manter a receita e os empregos”

Ele afirma que, sempre que possível para seu clientes, a empresa priorizou negociar a continuidade dos projetos, para poder manter sua receita e empregos, tomando todos os cuidados para não ameaçar a saúde das pessoas. A interrupção de uma obra aumenta os custos da empresa, por exemplo, com regresso de trabalhadores para suas casas.

“Quando a pandemia começou no Brasil, tínhamos 2.500 profissionais trabalhando nas obras. Exceto na obra da fábrica de fertilizantes, no Sul do Brasil, cujos trabalhadores são da região, boa parte desse contingente estava em alojamentos, já que são obras distantes de suas casas”, explica Oscar.

Segundo o executivo, o objetivo maior é evitar demissões. Assim, a empresa colocou em férias trabalhados de obras que foram paralisadas pelo cliente, optou por não dar continuidade a contratações que estavam em curso e não renovou aqueles contratos de trabalho de pessoas que estavam em fase de experiência. Ainda não o fez, mas poderá recorrer à aplicação das regras da Medida Provisória 936/20, que faculta à empresa reduzir jornada de trabalho e salários.

“Ninguém é capaz de responder quando e como vai terminar essa situação. Estamos trabalhando com recursos próprios, mas estamos de olho no caixa, cortando custos, viagens, palestras, compras desnecessárias, tudo o que é possível”, diz Oscar, lembrando que a receita caiu pela metade, no entanto os custos aumentaram para cumprir as medidas de distanciamento social.

A operação em três turnos, o aumento do número de quartos nos alojamentos para redistribuir as pessoas e de ônibus para evitar que os trabalhadores sentem-se lado a lado, o reforço dos EPIs e a troca de máscaras a cada duas horas são alguns dos exemplos de custos agregados pela pandemia. “Estamos tomando todos os cuidados e trabalhando na conscientização dos empregados para que evitem a exposição a riscos.”

Nesse sentido, as equipes de saúde e segurança do trabalho das obras têm sido rigorosas no acompanhamento da saúde das pessoas. “Todos passam por medição de temperatura e a qualquer sinal de doença respiratória a pessoa é colocada em isolamento ou volta para casa, assim como aqueles com quem tiveram contato próximo”, conclui Oscar, lembrando que a pandemia de Covid-19 é, sem dúvida, a maior crise de todos os tempos.

Editora Conteúdo/Abgail Cardoso

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