ESG, cada vez mais presente nas empresas associadas da ABEMI

ESG, cada vez mais presente nas empresas associadas da ABEMI

O termo Environmental, Social and Governance (ESG – sigla em inglês) ou Ambiental, Social e Governança (ASG — em português) tornou-se uma forma de definir se as operações das empresas são socialmente responsáveis, sustentáveis e corretamente gerenciadas. Isso porque o conceito é usado para descrever o quanto um negócio busca meios de minimizar seus impactos ao meio ambiente, se preocupa com as pessoas e adota boas práticas administrativas.  Com esta definição observa-se que há cada vez mais o envolvimento das empresas em torno do tema, que deixou de ser um projeto social, para se tornar um desafio na questão do desenvolvimento sustentável. Atualmente, as empresas possuem departamentos estruturados de ESG, os quais controlam os impactos ambientais da operação e a relação dos seus produtos e serviços com a sociedade e com o planeta.

Dentro deste contexto, foi realizada uma entrevista exclusiva com Fernando da Silva Schmidt, presidente da Nova Participações (holding que controla as empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos e Nova Engevix Construções Engenharia e Montagens), que vem investindo fortemente em projetos na área de ESG, com adoção de importantes pilares corporativos.

Fernando da Silva Schmidt, presidente da Nova Participações

ABEMI: Diante deste cenário, como a Nova Engevix vê as práticas de ESG em seu escopo de trabalho? Qual a importância dessas ações?

Fernando da Silva Schmidt: Investir no alinhamento com as práticas ESG é estratégico para a Nova Engevix porque tem relação direta com criação de valor e sucesso a longo prazo. Adicionalmente, uma sólida proposta de ESG está relacionada com retornos maiores em patrimônio e até redução no risco de perdas, bem como a conquista de novos contratos.

ABEMI: Como a empresa administra essas práticas nos seus diferentes projetos?

Fernando da Silva Schmidt: Nosso compromisso com a responsabilidade socioambiental criou laços mais estreitos com os negócios. Em 2021, iniciamos o mapeamento de iniciativas para atingir as 17 metas da Agenda ODS. Em paralelo, também identificamos 27 ações que já estão em curso e que atendem, mesmo que parcialmente, aos objetivos de desenvolvimento sustentável. Também possuímos um Plano de Metas Corporativo específico para atendimentos a esses requisitos que abrangem todos os seus contratos vigentes e são avaliados e revisados anualmente por uma Análise Crítica da Alta Direção.

Desde 2004, a empresa tem um Sistema Integrado de Gestão nas normas ISO 9001 (Qualidade), ISO 14001 (Ambiental), ISO 45001 (Saúde e Segurança Ocupacional) e em 2021 obteve a certificação na ISO 37001 (Antissuborno), todas essas normas exigem a implementação de inúmeros requisitos que vão de encontro com as práticas ESG.

ABEMI: A Nova Engevix tem uma equipe própria para cuidar de ESG?  

Fernando da Silva Schmidt: Sim, a Nova Engevix possui uma Diretoria de Governança e Integridade, com uma Gerência de Compliance e Sistema Integrado de Gestão, na qual está sendo inserida a Agenda ESG. Também está previsto a criação de um Comitê ESG com a participação de colaboradores em funções estratégicas de cada área da empresa.

ABEMI: Quais são os exemplos que podemos destacar?

Fernando da Silva Schmidt: O Grupo se engaja em iniciativas sustentáveis desde a segunda metade da década de 90. No segmento de energia limpa, fomos responsáveis pela construção de parques eólicos como Brotas de Macaúbas, Complexo Eólico Bahia e Curva dos Ventos, todos na região Nordeste. Recentemente marcamos nossa entrada no mercado de energia solar, com a construção da Usina Fotovoltaica Janaúba Fase II, em Minas Gerais. Anteriormente, realizamos uma série de estudos de engenharia para outros parques solares.

Nossos investimentos e participação em projetos de energias renováveis vão do solar e eólico. Estamos desenvolvendo estratégias em hidrogênio verde. É um movimento mundial, que já vem sendo adotado em mais de 20 países. Também estamos construindo duas usinas termelétricas movidas à biocombustíveis. Além de reduzirem as emissões de CO2, elas vão gerar emprego e renda para as populações locais. Mais recentemente, temos estudado a possibilidade de uma usina termelétrica movida à queima de casca de arroz.

Parque eólico Brotas de Macaúbas

O saneamento básico também é uma área que retomamos com força, principalmente em face da pandemia de covid-19 e tantas outras doenças. Saneamento é um conjunto de serviços fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico de uma região. Atualmente, são quase 120 pessoas trabalhando com saneamento no Grupo.

Internamente, também temos nos engajado em iniciativas ESG. No terraço da sede de Barueri, em São Paulo, foram instalados 138 módulos fotovoltaicos de 415 Wp de potência cada, totalizando potência total instalada de 57,270 KWp. Para se ter noção do impacto, 38% da energia consumida no prédio é de fonte totalmente renovável, reduzindo a emissão de 3,9 toneladas de gás carbônico por mês. Além da economia e do impacto ambiental, saímos à frente nos negócios. Em um processo de licitação, para se concorrer à construção de um empreendimento, empresas subcontratadas que comprovem consumir energia renovável, recebem pontuação e ganham vantagem competitiva.

Editora Conteúdo

 

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