ABEMI lidera a adequação aos parâmetros ESG na engenharia e construção

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A pauta ESG (Environmental, Social & Governance) é a mais nova bandeira da ABEMI. A associação criou um novo grupo de trabalho, liderado por Ana Claudia La Plata de Mello Franco, Sócia da prática de Direito Ambiental e ESG do escritório Toledo Marchetti, para atuar na divulgação dos conceitos e na sensibilização das lideranças das empresas do setor de engenharia e construção.

“ESG e seus desdobramentos é um assunto muito importante para o nosso setor, que tem de estar atento ao cumprimento das boas práticas ambientais, sociais e de governança. Cada vez mais, elas serão demandadas pelos investidores e órgãos de financiamento nacionais e internacionais”, afirma o diretor da ABEMI, Joaquim Maia.

Ele lembra ainda que a pauta ESG está atrelada ao desafio mundial de descarbonização e ao compromisso do Brasil, assinado na COP26, de reduzir em 30% as emissões de CO2 e gás metano até 2033. “O mundo todo está preocupado com a redução de carbono e da dependência de combustíveis fósseis. Avançar em ESG tem tudo a ver com o período de transição energética que estamos vivendo, de migração para fontes renováveis, como solar, eólica e nuclear, com plantas menores e novas tecnologias”, destaca Joaquim.

Segundo a Dra. Ana Claudia, a adequação aos parâmetros ESG é um processo, uma jornada de identificação de temas materiais que caracterizam riscos e oportunidades para as empresas. “Na minha leitura, o setor de engenharia e construção já tem como norte a ação pela sustentabilidade, e tem buscado compreender melhor essa nova roupagem, sob a rubrica ESG, mediante o aprofundamento do conhecimento dos conceitos, das métricas e das exigências de boas práticas pelo mercado, bem como do fortalecimento das governanças e do engajamento dos stakeholders”, afirma.

Ana Claudia La Plata de Mello Franco, coordenadora do Grupo de Trabalho ESG da ABEMI e sócia do escritório Toledo Marchetti

Conteúdo relevante

Pensando em acelerar esse processo, o GT ESG da ABEMI — composto por membros de diversas formações, o que reforça o caráter multidisciplinar da agenda ESG — preparou um paper com os conceitos iniciais e um mapeamento de algumas tendências para 2022. A Dra. Ana Claudia destaca que a ABEMI pretende trabalhar forte na construção de um conteúdo relevante para auxiliar as suas associadas na condução de estratégias nesse contexto, firmando parcerias para a realização de cursos e treinamentos e trazendo especialistas para contribuir nessa direção.

Será organizado, também, um webinar, previsto para ocorrer ainda no primeiro semestre, sobre a temática ESG, voltado às lideranças das empresas do setor. “Definimos uma estratégia de começar pelo topo das organizações, envolvendo primeiro diretorias e conselhos de administração. Queremos que eles abracem conosco essa causa, que depois naturalmente irá permear as organizações”, explica Joaquim.

O executivo da ABEMI observa também que a adequação à agenda ESG é um movimento mundial, que está só começando e traz maior responsabilidade, mas também muitas oportunidades. No setor de engenharia e construção, por exemplo, a aplicação de novas tecnologias, como captura de carbono e produção de hidrogênio verde como fonte de energia e para a produção de amônia, ureia e outros derivados, vai abrir grandes oportunidades de negócios na próxima década.

Entre as responsabilidades, Joaquim destaca a nova postura na execução das obras, que devem ser realizadas do modo mais sustentável possível. “É preciso fazer o tratamento de efluentes e ter muita consciência no descarte de rejeitos”, exemplifica.

No pilar social, o GT ESG vai atuar em parceria com o GT SMS. “As empresas de engenharia e construção precisam desenvolver uma relação amigável com stakeholders, especialmente com as comunidades onde as obras são executadas, além de se preocupar com a segurança dos trabalhadores, o desenvolvimento social, a capacitação profissional e o uso de mão de obra local. No campo da governança, as ações estão ligadas à divulgação de conceitos e sensibilização das lideranças”, conclui Joaquim.

Saiba mais sobre o conceito no paper preparado pela ABEMI: https://abemi.org.br/esg/

 Editora Conteúdo

 

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