THE 2ª Jornada de Engenharia da ABEMI reuniu representantes de empresas contratantes, projetistas, construtoras e fornecedores de tecnologia para discutir o futuro da engenharia industrial. A programação contou com apresentações de Petrobras, Vale e Acelen, além de seis painéis sobre produtividade, inovação e novos investimentos.
Na abertura, Nelson Romano, presidente da ABEMI, ressaltou o papel dos profissionais na transformação digital. “A inteligência artificial pode processar informações, antecipar riscos, automatizar tarefas e aumentar a produtividade. Mas é o profissional que conhece o contexto, avalia as consequências e toma as decisões”, afirmou. Coordenada por Thomaz Miglio, diretor de Engenharia da ABEMI, a Jornada promoveu a troca de experiências entre os diferentes agentes da cadeia, com foco em conhecimento técnico, qualificação e colaboração.
Perspectivas de investimentos e transformação digital

Fabrício Soares, da Petrobras, apresentou as perspectivas para projetos de refino, gás e energia, destacando a maturidade da engenharia e a aproximação antecipada com fornecedores. Fernando Guimarães, da Vale, abordou investimentos, governança e aplicações de inteligência artificial na gestão de projetos e no aproveitamento de lições aprendidas.
Celso Ferreira, da Acelen, apresentou a modernização da Refinaria de Mataripe e os projetos de combustíveis renováveis. Já Fernanda Tauffenbach, da Deloitte, destacou o ProEC 4.0, iniciativa em parceria com a ABEMI para conectar tecnologia, capacitação e conhecimento aplicado.
Os principais debates dos painéis

Grandes projetos industriais — Moderado por Márcio Cancellara, vice-presidente da ABEMI, o painel reuniu Fabrício Soares, da Petrobras; Caio Cossa, da Unipar; Guilherme Bechara, da Barbosa Mello; e Priscila Coutinho, da AP Engenharia. Os convidados discutiram maturidade dos projetos, qualidade das informações e colaboração para reduzir atrasos, custos e conflitos.
Engenharia híbrida — Representantes de Petrobras, Braskem, AVEVA, Octave, Autodesk e Siemens debateram inteligência artificial, gêmeos digitais e automação. Dados confiáveis e responsabilidade técnica foram pontos centrais. “O engenheiro é quem assina ao final do projeto”, destacou Marcos Centurion, da Autodesk.
Modularização e canteiro digital — Sob a moderação de Marcelo Neves, da Tenenge, o debate reuniu Petrobras, Lean Institute Brasil, Acelen, Alvarez & Marsal e Porsche Consulting. Entre os participantes estavam Frederico Doher, Flávio Picchi, Diego Brasileiro e Marcelo Mor. A discussão abordou integração entre projeto e construção, redução de desperdícios e conectividade no campo.
Tecnologias de processo — Moderado por Thomaz Miglio, o painel contou com Thiago Carminatti, da Petrobras; Alex Freitas, da Honeywell UOP; Rodrigo Teixeira Pinto, da Axens; e Ivo Lima, da Braskem. Os convidados analisaram inovação, desenvolvimento tecnológico e rotas para a produção de combustíveis sustentáveis.

BOT, EPC e afretamento — Com moderação de Jorge Mitidieri e representantes de Petrobras, DBR Energies e Ecovix, incluindo Cedric Romano e Gilberto Israel, o painel discutiu modelos de contratação de FPSOs, distribuição de riscos, financiamento e competitividade da cadeia brasileira.
Energia inteligente — Representantes de Cobra, Eneva, Andrade Gutierrez, Deloitte e Promon, entre eles Pierre Medeiros e Franco Ferraro, debateram segurança energética, complementaridade entre fontes e novos investimentos. A expansão dos data centers reforçou a importância da confiabilidade do sistema e do planejamento de longo prazo.
A Jornada destacou que os avanços tecnológicos precisam caminhar com a preparação das equipes e a integração entre empresas. A ABEMI agradece aos participantes, palestrantes, moderadores, patrocinadores e apoiadores que contribuíram para o encontro.