Consultoria Deloitte apoia GT de inovação e Tecnologia para criação do ABEMI Lab

Consultoria Deloitte apoia GT de inovação e Tecnologia para criação do ABEMI Lab

No desafio de acelerar a resolução de problemas comuns ao setor por meio da inovação aberta, o GT de Inovação e Tecnologia da ABEMI juntou-se à consultoria Deloitte para a criação do ABEMI Lab. Inédito no setor de engenharia industrial, esse programa aposta no trabalho colaborativo para identificar, analisar e propor soluções para problemas relevantes.

O pré-lançamento do ABEMI Lab foi feito no dia 22 de outubro, durante um livecast realizado pela Deloitte e a ABEMI, que discutiu como a inovação gera resultado sobre o investimento (ROI). O consultor Matheus de Carvalho apresentou como será o funcionamento desse hub de inovação, que vai oferecer ambiente controlado para testar soluções, minimizando custos e riscos. Serão ciclos semestrais a partir de 2021. Os associados da ABEMI interessados em participar terão desconto.

Chamada de MVP (Mínimo Produto Viável), a primeira iniciativa, que será realizada durante 13 semanas, a partir de novembro, é aberta a todos os associados da ABEMI gratuitamente. “O modelo de trabalho se encaixa nas nossas necessidades de inovar, vai nos ensinar uma maneira estruturada de buscar soluções para problemas operacionais que afetam a performance e a segurança nas obras. Será importante também para mostrar que esse processo estruturado e coletivo tem valor para os associados”, diz Alejandro Daniel Castaño, coordenador do GT de Inovação e Tecnologia.

Soluções inovadoras

Entre as muitas ações que o GT realizou em 2020, Alejandro destaca a pesquisa para mapear o nível de maturidade das empresas na gestão da inovação, que está em andamento, e as negociações para associar a ABEMI ao CII (Construction Industry Institute), uma importante instituição de pesquisa e desenvolvimento, baseada na universidade do Texas. O CII é formado por 150 empresas líderes no setor de engenharia e construção, universidades e grandes players mundiais, que tem como objetivo criar soluções inovadoras para melhorar a segurança e eficiência dos projetos de capital.

Segundo ele, as negociações estão na reta final para que a ABEMI seja aceita, em condições comerciais diferenciadas, como um global affiliate. Dessa forma, as associadas interessadas podem se inscrever para ter acesso a uma biblioteca de mais de 200 trabalhos acadêmicos com soluções para problemas nas diversas áreas de um empreendimento. “É uma base fantástica de informação sobre melhores práticas e networking. Essa parceria é uma das ações do GT de Inovação visando elevar a produtividade das empresas brasileiras”, diz.

Com base na experiência acumulada até agora, o GT está elaborando o planejamento estratégico para os próximos dois anos. “O GT cresceu muito em 2020 e estamos com muitos planos e mais fortes para continuar avançando nesse tema tão importante, que é a inovação”, conclui Alejandro.

Cases comprovam o poder da inovação

 

 

No livecast promovido pela consultoria Deloitte para relacionar inovação e ROI, os heads de inovação da construtora Andrade Gutierrez, André Medina, e da mineradora Vale, Maria Emília Peres, apresentaram cases de sucesso.

Medina relatou que a Andrade Gutierrez vem obtendo resultados importantes em digitalização de processos em suas obras e na mudança de mentalidade desde que começou a se aproximar de startups, há três anos, em busca de promover a transformação digital. Com mais de 70 anos de história e 900 projetos de alta complexidade, a construtora incorporou, por exemplo, o uso de drones para fazer o lançamento de cabo-guia em linha de transmissão de energia, reduzindo desmatamento em 68%, e para medições e análise de dados, que alimentam outra plataforma que permite visualizar o avanço físico da obra. Um dos avanços mais relevantes é que hoje não se usam mais projetos em papel nos canteiros. Com tablets nas mãos, as equipes têm sempre acesso à versão atualizada do projeto, evitando retrabalhos.

Já o modelo adotado pela Vale combina hubs internos, que hoje são 8, e inovação aberta, por meio de desafios para startups. Nos últimos dois anos, mais de 50 iniciativas já foram concluídas, mais de 60 estão em andamento, mais de 500 pessoas foram treinadas em inovação, entre líderes e empregados, cerca de 30 mil pessoas estão conectadas à redes de inovação.

Segundo Maria Emília, o setor de mineração apresenta alto potencial de oportunidades. Ela informa que o modelo adotado pela empresa tem como pilares a geração de progresso social, promoção do desenvolvimento sustentável, proteção de vidas, transformação cultural e diferenciação no mercado.

Editora Conteúdo/Abgail Cardoso

 

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