Energia e gestão competitiva são os dois novos grupos de trabalho da ABEMI

Energia e gestão competitiva são os dois novos grupos de trabalho da ABEMI

A pandemia de covid-19 atrapalhou, impôs esforços extras, mas não impediu a ABEMI de exercer seu papel de defender os interesses do setor de engenharia e das empresas associadas. Em 2020, a associação criou dois novos grupos de trabalho: gestão competitiva e energia. Com eles, hoje a associação soma oito GTs, que atuam em temas estratégicos para o setor: tecnologia e inovação; conteúdo local; saneamento, meio ambiente e resíduos sólidos; compliance; jurídico; segurança, meio ambiente e saúde (SMS).

Fomento à competitividade

Criado em agosto, em plena pandemia, o GT de Gestão Competitiva é liderado por Maurício Godoy, CEO do EBR – Estaleiros do Brasil. O GT trabalha com os vários setores de bens e serviços ligados à ABEMI, como óleo e gás, mineração, energia, siderurgia, além de questões de específicas de engenharia.

Diante da grande abrangência do tema, uma das primeiras ações foi a subdivisão do GT em três subgrupos: Engenharia, Suprimentos e Construções. A ideia é envolver as diversas empresas associadas nesse esforço e para trocar experiências. “Nosso desafio é identificar os fatores internos ou conjunturais que afetam a competitividade das empresas brasileiras com as estrangeiras e buscar ações para solucioná-los, eliminá-los ou minimizá-los”, afirma Godoy.

Uma das primeiras ações foi a participação na audiência pública que tratou do termo de ajuste de conduta (TAC) para empresas que receberam multa por descumprimento de regras de conteúdo local. O termo prevê a não cobrança se a operadora compensar a multa com novos investimentos no Brasil. “Preparamos e apresentamos nossas contribuições, em que defendemos que os investimentos sejam feitos no mesmo setor que foi prejudicado pelo não cumprimento da regra de conteúdo local”, explica Godoy.

Segundo ele, agora o GT está fazendo um levantamento das capacidades atuais e de pontos de melhoria em cada setor em relação a treinamento, tecnologia, parcerias. A partir daí, o grupo poderá desenvolver ações que ajudem a melhorar a competitividade das empresas brasileiras para que conquistem novos projetos, gerem empregos e riquezas no país.

Segundo Godoy, o GT vai atuar com ações de curto, médio e longo prazo. “Estamos enfatizando as ações de curto prazo, visando resultados rápidos, mas sem deixar de tratar de questões estruturais de longo prazo”, explica.

Maurício Godoy, do GT de competitividade: “Fomentar ações que ajudem a melhorar a competitividade das empresas brasileiras”

Oportunidades no setor de energia

O primeiro passo do GT de Energia, criado em setembro, foi a adesão da ABEMI ao FASE (Fórum das Associações do Setor Elétrico), que abriu as portas para a aproximação desejada com os diferentes agentes desta área: empresas geradoras de diferentes fontes, distribuidoras, grandes usuários, investidores e financiadores.

“Por meio dessa aproximação, buscamos conhecer as necessidades de engenharia, tecnologia, construção e montagem dos atuais e potencias projetos de expansão e melhoria da infraestrutura de oferta de energia ao mercado brasileiro”, diz o coordenador do GT de Energia, Elcio Pasqualucci, head de desenvolvimento de negócios da Snef Brasil.

Ele afirma que as associadas da ABEMI possuem histórico e acervo expressivos de prestação de serviços na geração, transmissão, distribuição e utilização industrial de energia. Agora, elas se preparam para os desafios que o futuro exige em  sustentabilidade, transformação digital e competitividade.

Segundo Pasqualucci, o Ministério de Minas e Energia lança este ano o Plano Nacional de Energia 2050, responsável pelo planejamento de longo prazo do setor energético do país. “O Brasil possui uma matriz energética rica e variada fundamental para o desenvolvimento de sua economia, criando assim perspectivas de novos investimentos que demandarão diferentes fornecimentos de bens e serviços dos associados.”

“Estamos trabalhando na estruturação do levantamento das informações pertinentes aos objetivos estabelecidos pelo GT. Há muito trabalho a ser feito”, conclui Pasqualucci.

Editora Conteúdo/Abgail Cardoso

 

 

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